Nota de Repúdio

Nota de Repúdio

A Diretoria do Sindicato dos Médicos do Estado do Acre (Sindmed-AC) manifesta solidariedade à família do jovem de 12 anos neste momento de dor e roga pelo amparo e conforto diante de perda tão precoce.

Os representantes desta entidade ainda repudiam o uso político da situação da saúde em Feijó e informa que processará o vereador Tarcísio Araújo Pereira, responsável por vídeos divulgados nas redes sociais que atacam os médicos. É lamentável que um parlamentar se valha do cargo eletivo para propagar discurso de ódio, imputando à classe médica a culpa por todos os males, quando, na realidade, os profissionais sofrem com a falta de condições de trabalho e com a sobrecarga decorrente da incompetência da gestão da saúde estadual, responsável pela oferta de quantitativo adequado de profissionais, instalações, equipamentos e insumos necessários ao cuidado digno e oportuno aos cidadãos de Feijó e arredores.

Os representantes do Sindmed-AC alertaram, por diversas vezes, sobre uma série de irregularidades que prejudicam a qualidade do atendimento, expondo pacientes a riscos elevados de morte. A reforma do Hospital Geral foi, inclusive, uma demanda levantada pela entidade e denunciada em diversas ocasiões.

É fundamental reforçar que a melhoria no atendimento em saúde dependerá também da reforma do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) da prefeitura de Feijó, ampliando a quantidade de médicos especialistas e garantindo uma valorização financeira capaz de fixar esses profissionais. Além disso, a realização de um concurso público contribuiria para tornar a carreira mais atrativa, melhorando os serviços de atenção básica e diminuindo a sobrecarga do Hospital.

O Sindicato ainda cobra das autoridades estaduais maior agilidade na reforma do hospital e a contratação de mais profissionais, visando à melhoria dos serviços da maternidade e garantindo médicos no setor de urgência e emergência, reduzindo o tempo de espera dos pacientes.

A atual situação, considerada precária, estressa e exaure os médicos, que enfrentam condições de trabalho comparáveis às de tempos de guerra, com falta de medicamentos, equipamentos e profissionais. Os trabalhadores e a população não merecem essa realidade, que deve ser denunciada a organismos internacionais de direitos humanos devido às condições de atendimento à saúde vivenciadas no Município de Feijó, mas não só este.

A Diretoria do Sindmed-AC